domingo, 11 de março de 2018

ENTREVISTA COM TAIS ALVARENGA.


Eiiiiii leitor do meu coração, pre-pa-re o coração porque hoje o post tá muito especial. Gente eu estou sem acredita que conseguir conversar com essa lindona da música brasileira. Ela é uma cantora que tocará no seu coração – é daquelas que você escuta o som e tem vários sentimentos, felicidade, vai chorar também porque temos coração, não é mesmo?! – Te garanto uma coisa, É UMA DAS MELHORES e é por isso que estou tão emocionada por ter conseguindo entrevistar ela. Vamos parar com essa introdução romântica e vem pra cá conhecer um pouco mais sobre essa cantora maravilhosa!



Tais é uma honra grande ter você aqui no site. Gostaríamos de saber qual foi e ainda é a importância da música na sua vida?
A honra é minha! Parece simples, mas essa é uma pergunta forte. Sinto que a música é o meu contato com algo maior do que essa vida. Sinto que a música nos conecta diretamente com o lado divino de existir. Às vezes eu penso no que Rilke disse no livro “Cartas a um jovem poeta” quando estava escrevendo para um poeta que estava começando: "Morreria se não fosse permitido escrever?”. Por muito tempo achei isso muito louco, e muito extremo. E hoje, depois de tudo o que eu vivi, a resposta é sim, eu não estaria viva aqui se não pudesse cantar. A música é meu caminho, eu estou aqui pra ser um veículo dela. Não tenho família de músicos, mas desde cedo, sem influências externas a música esteve a minha volta, soprando melodias e imensidões. E hoje mais do que nunca estou à disposição.

Novo álbum chegando e o single recém lançando já tá dando o que falar. Como você recebe as críticas positivas e negativas?
Não sei, mas tenho a sensação de que elas não são pra mim. (rs) Apesar de achar muito interessante ler o que as pessoas têm a dizer sobre a minha música, acho que as críticas dizem muito mais sobre as próprias pessoas. O que elas sentem, o que absorvem de cada coisa. Mas eu fico feliz de receber ambas críticas, positivas ou negativas, pra mim significa que o trabalho está forte. Oswaldo Montenegro uma vez me disse: "Existe algo errado quando estamos agradando a todos". Nunca tive essa pretensão, e sei que quando a entrega é forte e genuína, pode causar todo o tipo de reação. Esse disco é uma entrega enorme. Nele, estão as canções que expõem minhas dores. Então, um pouco como o amor, tão verdadeiro e próprio que não cabem expectativas. Mas… Me faça essa pergunta novamente no próximo álbum. (rs)

Falando ainda sobre o novo álbum, ele teve alguma influência em especial? Como foi o processo de gravação?
O álbum teve várias influências importantes nos arranjos: Portishead, Yael Naim, Fiona Apple… Por não termos muitas referências de pianistas alternativas brasileiras, este primeiro álbum teve muitas influências internacionais. O processo foi muito forte, eu e Pupillo somos duas personalidades que brigam pelo que acreditam com muita veemência. E qualquer um pensaria o contrário, mas pra mim foi um alívio trabalhar com alguém assim. Desde que cheguei da Berklee demorei muito pra achar alguém que colocasse a música em primeiro lugar no Brasil, que me respeitasse independente de ser mulher e mais nova. Joguei muitas gravações fora. E quando conheci o Pupillo, foi um alívio e muita sorte. Passamos muito tempo cuidando de cada detalhe, buscando por horas os componentes da célula artística deste disco. Pupillo prestou atenção em cada reação minha dentro do estúdio, pra produzir algo mais genuíno possível. É incrível termos um produtor assim no Brasil. Além disso tudo, tivemos Carlos Trilha tocando em várias faixas, mixando e masterizando. Trilha é um profissional que assim como o Pupillo não mede esforços ou tempo pela música. Eu estava em casa. Adoraria viver tudo novamente.

O que te inspira compor? Qual seu compositor preferido?
Tudo! Mas na maioria das vezes sobre meus amores, sobre amor, sobre amar, sobre sair do amor. Sou muito intensa, principalmente nesse aspecto. As músicas vêm inteiras. Eu amo muito o Amarante e amo muito o Lula Queiroga. São dois compositores que me tocam profundamente. Tive a honra de gravar uma faixa do Lula neste disco. “Duna”, um sonho de música: “A gente era eterno e não temia nada, nem as ondas gigantes do mar revolto”.

Taís, queremos saber o que atualmente você tem escutado mais na sua playlist?
Ahn! Vou aproveitar a pergunta pra dizer que tenho uma playlist no meu canal do Spotify com praticamente todos os artistas que escuto. Wake Me. Mas respondendo, Fink, Matt Corby, Yael Naim, Anderson Paak, Russo Passapusso, Benjamin Clementine, entre muitos e muitos outros. 

Qual sua opinião sobre atual cenário musical brasileiro?
Acho que temos muitos artistas fodas por aí, novos, com trabalhos muito originais. Torço pra que os brasileiros mudem um pouco a cultura de consumo e queiram ouvir música em si, isso fará toda a diferença até pra quem está cantando, produzindo, a qualidade tende a subir. Pra mim, que estudei na Berklee, me impressiona o quanto a música muitas vezes não é a prioridade no mercado da música. Estou aqui pelo contrário disso.

Entrevista chegando ao fim, podemos esperar uma turnê? Quais as próximas novidades?
Quero muito. A princípio vamos visitar algumas cidades, mas o meu objetivo é ir até meu público, esteja ele onde estiver. Talvez eu apareça aí no meio de algumas ruas com o meu piano, não sei, não posso falar muito sobre isso, é surpresa.

Antes de ir, qual recado você deixa para os leitores e fãs do seu trabalho?
Um céu de estrelas pra todos os que amam intensamente. “A verdade está nos extremos, porque é no sentimento que ela está.”

VAMOS PARAR COM ESSE BLÁ, BLÁ, BLÁ e vem curtir comigo o novo álbum/ EP da cantora. Então aperte o play agora mesmo galera \o/ canta comigo. 


Se você tá com coração acelerado louco (a) querendo ver show ao vivo e mais ainda, querendo conferir as novidades que pode vim, então acompanhe a cantora:

AMANHÃ te espero aqui hein, cheia de novidade e lançamento também! Aquele abraço apertado \o/

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