Eiiiiii leitor do meu
coração, pre-pa-re o coração porque hoje o post tá muito especial. Gente eu
estou sem acredita que conseguir conversar com essa lindona da música
brasileira. Ela é uma cantora que tocará no seu coração – é daquelas que você
escuta o som e tem vários sentimentos, felicidade, vai chorar também porque
temos coração, não é mesmo?! – Te garanto uma coisa, É UMA DAS MELHORES e é por
isso que estou tão emocionada por ter conseguindo entrevistar ela. Vamos parar
com essa introdução romântica e vem pra cá conhecer um pouco mais sobre essa
cantora maravilhosa!

Tais
é uma honra grande ter você aqui no site. Gostaríamos de saber qual foi e ainda
é a importância da música na sua vida?
A honra é minha! Parece
simples, mas essa é uma pergunta forte. Sinto que a música é o meu contato com
algo maior do que essa vida. Sinto que a música nos conecta diretamente com o
lado divino de existir. Às vezes eu penso no que Rilke disse no livro “Cartas a
um jovem poeta” quando estava escrevendo para um poeta que estava começando:
“Morreria se não fosse permitido escrever?”. Por muito tempo achei isso
muito louco, e muito extremo. E hoje, depois de tudo o que eu vivi, a resposta
é sim, eu não estaria viva aqui se não pudesse cantar. A música é meu caminho,
eu estou aqui pra ser um veículo dela. Não tenho família de músicos, mas desde
cedo, sem influências externas a música esteve a minha volta, soprando melodias
e imensidões. E hoje mais do que nunca estou à disposição.

Novo
álbum chegando e o single recém lançando já tá dando o que falar. Como você
recebe as críticas positivas e negativas?
Não sei, mas tenho a sensação
de que elas não são pra mim. (rs) Apesar de achar muito interessante ler o que
as pessoas têm a dizer sobre a minha música, acho que as críticas dizem muito
mais sobre as próprias pessoas. O que elas sentem, o que absorvem de cada
coisa. Mas eu fico feliz de receber ambas críticas, positivas ou negativas, pra
mim significa que o trabalho está forte. Oswaldo Montenegro uma vez me disse:
“Existe algo errado quando estamos agradando a todos”. Nunca tive
essa pretensão, e sei que quando a entrega é forte e genuína, pode causar todo
o tipo de reação. Esse disco é uma entrega enorme. Nele, estão as canções que
expõem minhas dores. Então, um pouco como o amor, tão verdadeiro e próprio que
não cabem expectativas. Mas… Me faça essa pergunta novamente no próximo álbum.
(rs)

Falando
ainda sobre o novo álbum, ele teve alguma influência em especial? Como foi o
processo de gravação?
O álbum teve várias
influências importantes nos arranjos: Portishead, Yael Naim, Fiona Apple… Por
não termos muitas referências de pianistas alternativas brasileiras, este
primeiro álbum teve muitas influências internacionais. O processo foi muito
forte, eu e Pupillo somos duas personalidades que brigam pelo que acreditam com
muita veemência. E qualquer um pensaria o contrário, mas pra mim foi um alívio
trabalhar com alguém assim. Desde que cheguei da Berklee demorei muito pra achar
alguém que colocasse a música em primeiro lugar no Brasil, que me respeitasse
independente de ser mulher e mais nova. Joguei muitas gravações fora. E quando
conheci o Pupillo, foi um alívio e muita sorte. Passamos muito tempo cuidando
de cada detalhe, buscando por horas os componentes da célula artística deste
disco. Pupillo prestou atenção em cada reação minha dentro do estúdio, pra
produzir algo mais genuíno possível. É incrível termos um produtor assim no
Brasil. Além disso tudo, tivemos Carlos Trilha tocando em várias faixas,
mixando e masterizando. Trilha é um profissional que assim como o Pupillo não
mede esforços ou tempo pela música. Eu estava em casa. Adoraria viver tudo
novamente.

O
que te inspira compor? Qual seu compositor preferido?
Tudo! Mas na maioria das
vezes sobre meus amores, sobre amor, sobre amar, sobre sair do amor. Sou muito
intensa, principalmente nesse aspecto. As músicas vêm inteiras. Eu amo muito o
Amarante e amo muito o Lula Queiroga. São dois compositores que me tocam profundamente.
Tive a honra de gravar uma faixa do Lula neste disco. “Duna”, um sonho de
música: “A gente era eterno e não temia nada, nem as ondas gigantes do mar
revolto”.

Taís,
queremos saber o que atualmente você tem escutado mais na sua playlist?
Ahn! Vou aproveitar a
pergunta pra dizer que tenho uma playlist no meu canal do Spotify com
praticamente todos os artistas que escuto. Wake Me. Mas respondendo, Fink, Matt
Corby, Yael Naim, Anderson Paak, Russo Passapusso, Benjamin Clementine, entre
muitos e muitos outros. 

Qual
sua opinião sobre atual cenário musical brasileiro?
Acho que temos muitos
artistas fodas por aí, novos, com trabalhos muito originais. Torço pra que os
brasileiros mudem um pouco a cultura de consumo e queiram ouvir música em si,
isso fará toda a diferença até pra quem está cantando, produzindo, a qualidade
tende a subir. Pra mim, que estudei na Berklee, me impressiona o quanto a
música muitas vezes não é a prioridade no mercado da música. Estou aqui pelo
contrário disso.

Entrevista
chegando ao fim, podemos esperar uma turnê? Quais as próximas novidades?
Quero muito. A princípio
vamos visitar algumas cidades, mas o meu objetivo é ir até meu público, esteja
ele onde estiver. Talvez eu apareça aí no meio de algumas ruas com o meu piano,
não sei, não posso falar muito sobre isso, é surpresa.

Antes
de ir, qual recado você deixa para os leitores e fãs do seu trabalho?
Um céu de estrelas pra todos
os que amam intensamente. “A verdade está nos extremos, porque é no sentimento
que ela está.”
VAMOS PARAR COM ESSE BLÁ,
BLÁ, BLÁ e vem curtir comigo o novo álbum/ EP da cantora. Então aperte o play
agora mesmo galera o/ canta comigo. 
Se você tá com coração
acelerado louco (a) querendo ver show ao vivo e mais ainda, querendo conferir
as novidades que pode vim, então acompanhe a cantora:
AMANHÃ te espero aqui hein,
cheia de novidade e lançamento também! Aquele abraço apertado o/

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