terça-feira, 12 de abril de 2016

VOCÊ TÊM QUE OUVIR AGORA: JOANA FLOR


Olá, leitores queridos.
Tudo bem com vocês?

Sabe aquele papo de “amor a primeira ouvida”? Ele resume a minha recente paixão pelo trabalho da cantora Joana Flor, primeiro álbum “Indivíduo lugar”.
Joana Flor é um daqueles talentos que quando encontramos ficamos maravilhadas (os).
Com formação musical em canto lírico e violão popular, a carioca chegou a São Paulo em 2004 e montou o trio "Joana Flor e Seus Dois Maridos”. Com este trabalho, apresentou-se em diversas casas em São Paulo. Com a dissolução do trio, ela seguiu carreira solo. Em 2011, participou de uma faixa no álbum  Literalmente Loucas, projeto de Zé Pedro em parceria com Patrícia Palumbo, que reuniu cantoras da nova geração em versões de músicas de Marina Lima. Além disso, a cantora lançou informalmente o EP Viva (2012) gravado nos estúdios da Trama Virtual e que alcançou mil downloads em apenas um dia, pelo site A Musicoteca. O EP a levou a tocar por várias unidades do Sesc de São Paulo.
Há pouco tempo tomei conhecimento do trabalho maravilhoso da cantora, e foi amor á primeira ouvida! O primeiro álbum de estúdio Indivíduo Lugar.  
O álbum dá a dimensão do trabalho de Joana Flor, já que reúne canções autorais e versões. Contar com um produtor musical era, até então, inédito na trajetória dela, que sempre gravou, produziu, mixou e masterizou seus trabalhos. A cantora é formada em produção musical.
Em Indivíduo Lugar, ela entra de cabeça numa versão rock para a comportada “A Rita”, de Chico Buarque, revive um clássico do underground em “Eu te amei como pude (Feito Gente)”, de Walter Franco, que está no álbum Revolver (1975), faz de “Samba Erudito” (Paulo Vanzolini) um samba a la Chiquinha Gonzaga e “Zamba Bem” (Marku Ribas) ganha uma versão bossa nova.

Vamos parar com esse blá,blá, blá e curtir o faixa por faixa da cantora? 

 Crédito: Alicia Peres

1. “A Rita”
(Chico Buarque)
Essa é uma música que eu toquei muito na noite. E era uma música que eu tinha bastante afinidade, mas acho que a letra pede um rock. Já que o “vilão ficou mudo”, liguei a guitarra!

2. “Samba Erudito”
(Paulo Vanzolini). Participações especiais: Johnny Guima (Tan-tan, cuíca, tamborim, ovinho) e Vinicius Almeida (violão de 7 cordas, cavaquinho)
Essa foi o Manoel quem chegou e disse: “Essa música é a sua cara!” e quando ele me mostrou eu pensei: “Nossa tudo a ver!”. E já comecei a fazer a produção em casa e tive essa ideia de fazer um samba com referências à Chiquinha Gonzaga, com piano meio de maxixe, tem até caixinha de fósforo na música.

3. “Zamba Bem”
(Marku Ribas). Participação especial: Johnny Guima (Tamborim, ganzá)
Todas as releituras que a gente tem dessa música são samba-rock e fazendo uma reverência ao autor e a música original. Então, pensei em fazer uma “bossinha”. E o Manoel veio com a história de fazer uma bossa meio Tom Jobim, com orquestra, com piano, uma bossa meio jazz.

4. “Eu Te Amei Como Pude (Feito Gente)”
(Walter Franco)
Eu já tinha feito essa no estúdio que tenho em casa. Então, só gravei com bateria de verdade, porque a bateria tinha sido feita em midi. Mas eu mantive muita coisa original que eu fiz em casa.

5. “Cores”
(Joana Flor). Vinícius Almeida (guitarra portuguesa, baixo)
Essa música é uma das últimas que eu compus. Ela era originalmente um xote, eu tenho essa influência da música oriental, flamenca e cigana e ao mesmo tempo nordestina, porque para mim tem a mesma origem. Ela tinha um escala meio espanhola. Daí, o Manoel deve essa ideia de fazer uma coisa meio fado. Na primeira versão, ela tinha uma viola caipira e o Manoel deu a ideia de chamar uma guitarra portuguesa. E eu chamei o Vinícius. Ele gravou e ficou maravilhoso!

6. “Nuvens”
(Joana Flor) Participação especial: Pax Bittar (Orquestra de Aquários e kalimba). Claudio Erlam (baixo fretless).
Estava passando por um momento de “apaixonamento”, então foi um momento de resignificar a vida, a minha forma de me apaixonar e o meu jeito de ser. Ela é bem autobiográfica. E foi meio psicografada, porque eu fui fazendo a harmonia, junto com letra, tudo ao mesmo tempo e quase não reescrevi nada. Fiz uma gravação bem simples em casa e nesse meio tempo, conheci o Pax num curso e ele tem essa história da orquestra de aquários, que eu me apaixonei quando vi aquilo ao vivo. Inclusive, meu filme preferido do Fellini, que é o “E La Nave Va” (1983), tem uma cena com uma orquestra de taças de cristal. Essa cena me marcou desde que vi o filme. Quando vi isso ao vivo, pensei: “Preciso fazer alguma coisa com isso”. Então, imaginei que este era o momento.

7. “Película”
(Joana Flor). Participação especial: Johnny Guima (cuíca e ovinho)
Essa é uma música que eu chamo de “Bossa-Orla”, porque ela tem essa coisa de estar caminhando no Rio e vendo a paisagem. Só que eu a compus em São Paulo, indo para a faculdade ouvindo um cantor chamado Kevin Johansen, que é argentino e eu pensei: “Bem que eu podia fazer uma música assim, meio pop, meu suingue, mas com essa característica de flerte”.  

8 - "Sine Qua Non"
(Joana Flor). Participações especiais: Johnny Guima (pandeiro, bongô e reco-reco) e Vinícius Almeida (baixo)
É uma música de uma fase mais antiga minha. Eu tinha me mudado para São Paulo há pouco tempo e tinha ainda bastante a coisa do samba rock. Ela originalmente era uma bossa para frente. Quando estava gravando a versão que está no álbum, segui  a sugestão do operador do estúdio, que era fazer algo mais “Jorge Ben”. E eu gostei muito, porque a música ficou mais para frente. Nessa versão, gravei, aquela guitarrinha marota, que dá um “tchan” na canção.

Que tal curtimos um pouco o som da cantora? Dá o play!



Gostaram? O que vocês acharam da cantora? Deixe seus comentários!

Esse é o tipo de música, que sábado á tarde eu afasto todos os moveis do lugar e danço como se não houve o amanhã. Ficou fã da Joana Flor também? Então, faça como eu. Acompanhe o trabalho dela:




Amanhã te vejo aqui hein. Até, beijo @maahmusic

 

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