Olá, leitores queridos.
Tudo bem com vocês?

Sabe aquele papo de “amor a primeira ouvida”? Ele resume a
minha recente paixão pelo trabalho da cantora Joana Flor, primeiro álbum “Indivíduo
lugar”.
Joana Flor é um daqueles
talentos que quando encontramos ficamos maravilhadas (os).
Com formação musical em canto lírico e violão
popular, a carioca chegou a São Paulo em 2004 e montou o trio “Joana Flor
e Seus Dois Maridos”. Com este trabalho, apresentou-se em diversas casas em São
Paulo. Com a dissolução do trio, ela seguiu carreira solo. Em 2011, participou
de uma faixa no álbum  Literalmente Loucas, projeto de Zé
Pedro em parceria com Patrícia Palumbo, que reuniu cantoras da nova geração em
versões de músicas de Marina Lima. Além disso, a cantora lançou informalmente o
EP Viva (2012) gravado nos estúdios da Trama
Virtual e que alcançou mil downloads em apenas um dia, pelo site A Musicoteca. O EP a levou a tocar por
várias unidades do Sesc de São Paulo.
Há pouco tempo
tomei conhecimento do trabalho maravilhoso da cantora, e foi amor á primeira
ouvida! O
primeiro
álbum de estúdio Indivíduo
Lugar
.  
O álbum dá a dimensão do trabalho de Joana Flor,
já que reúne canções autorais e versões. Contar com um produtor musical era,
até então, inédito na trajetória dela, que sempre gravou, produziu, mixou e
masterizou seus trabalhos. A cantora é formada em produção musical.
Em Indivíduo Lugar, ela entra de
cabeça numa versão rock para a comportada “A Rita”, de Chico Buarque, revive um
clássico do underground em “Eu te amei como pude (Feito Gente)”, de
Walter Franco, que está no álbum Revolver (1975), faz de
“Samba Erudito” (Paulo Vanzolini) um samba a la Chiquinha
Gonzaga e “Zamba Bem” (Marku Ribas) ganha uma versão bossa nova.


Vamos parar com esse blá,blá, blá e curtir o
faixa por faixa da cantora? 


 Crédito: Alicia Peres

1. “A Rita”
(Chico Buarque)
Essa é uma música que
eu toquei muito na noite. E era uma música que eu tinha bastante afinidade, mas
acho que a letra pede um rock. Já que o “vilão ficou mudo”, liguei a guitarra!
2. “Samba Erudito”
(Paulo Vanzolini).
Participações especiais: Johnny Guima (Tan-tan, cuíca, tamborim, ovinho) e
Vinicius Almeida (violão de 7 cordas, cavaquinho)
Essa foi o Manoel quem
chegou e disse: “Essa música é a sua cara!” e quando ele me mostrou eu pensei:
“Nossa tudo a ver!”. E já comecei a fazer a produção em casa e tive essa ideia
de fazer um samba com referências à Chiquinha Gonzaga, com piano meio de
maxixe, tem até caixinha de fósforo na música.
3. “Zamba Bem”
(Marku Ribas).
Participação especial: Johnny Guima (Tamborim, ganzá)
Todas as releituras
que a gente tem dessa música são samba-rock e fazendo uma reverência ao autor e
a música original. Então, pensei em fazer uma “bossinha”. E o Manoel veio com a
história de fazer uma bossa meio Tom Jobim, com orquestra, com piano, uma bossa
meio jazz.
4. “Eu Te Amei Como
Pude (Feito Gente)”
(Walter Franco)
Eu já tinha feito essa
no estúdio que tenho em casa. Então, só gravei com bateria de verdade, porque a
bateria tinha sido feita em midi. Mas eu mantive muita coisa original que eu
fiz em casa.
5. “Cores”
(Joana Flor). Vinícius
Almeida (guitarra portuguesa, baixo)
Essa música é uma das
últimas que eu compus. Ela era originalmente um xote, eu tenho essa influência
da música oriental, flamenca e cigana e ao mesmo tempo nordestina, porque para
mim tem a mesma origem. Ela tinha um escala meio espanhola. Daí, o Manoel deve
essa ideia de fazer uma coisa meio fado. Na primeira versão, ela tinha uma
viola caipira e o Manoel deu a ideia de chamar uma guitarra portuguesa. E eu
chamei o Vinícius. Ele gravou e ficou maravilhoso!
6. “Nuvens”
(Joana Flor)
Participação especial: Pax Bittar (Orquestra de Aquários e kalimba). Claudio
Erlam (baixo fretless).
Estava passando por um
momento de “apaixonamento”, então foi um momento de resignificar a vida, a
minha forma de me apaixonar e o meu jeito de ser. Ela é bem autobiográfica. E
foi meio psicografada, porque eu fui fazendo a harmonia, junto com letra, tudo
ao mesmo tempo e quase não reescrevi nada. Fiz uma gravação bem simples em casa
e nesse meio tempo, conheci o Pax num curso e ele tem essa história da
orquestra de aquários, que eu me apaixonei quando vi aquilo ao vivo. Inclusive,
meu filme preferido do Fellini, que é o “E La Nave Va” (1983), tem uma cena com
uma orquestra de taças de cristal. Essa cena me marcou desde que vi o filme.
Quando vi isso ao vivo, pensei: “Preciso fazer alguma coisa com isso”. Então,
imaginei que este era o momento.
7. “Película”
(Joana Flor).
Participação especial: Johnny Guima (cuíca e ovinho)
Essa é uma música que
eu chamo de “Bossa-Orla”, porque ela tem essa coisa de estar caminhando no Rio
e vendo a paisagem. Só que eu a compus em São Paulo, indo para a
faculdade ouvindo um cantor chamado Kevin Johansen, que é argentino e eu
pensei: “Bem que eu podia fazer uma música assim, meio pop, meu suingue, mas
com essa característica de flerte”.  
8 – “Sine Qua Non”
(Joana Flor). Participações
especiais: Johnny Guima (pandeiro, bongô e reco-reco) e Vinícius Almeida
(baixo)
É uma música de uma
fase mais antiga minha. Eu tinha me mudado para São Paulo há pouco tempo e
tinha ainda bastante a coisa do samba rock. Ela originalmente era uma bossa
para frente. Quando estava gravando a versão que está no álbum, segui  a
sugestão do operador do estúdio, que era fazer algo mais “Jorge Ben”. E eu
gostei muito, porque a música ficou mais para frente. Nessa versão, gravei,
aquela guitarrinha marota, que dá um “tchan” na canção.
Que tal curtimos um pouco o som da cantora? Dá o
play!



Gostaram? O que vocês acharam da cantora? Deixe seus comentários!

Esse é o tipo de música, que sábado á tarde eu
afasto todos os moveis do lugar e danço como se não houve o amanhã. Ficou fã da
Joana Flor também? Então, faça como eu. Acompanhe o trabalho dela:


Amanhã te vejo aqui hein. Até, beijo @maahmusic

 

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