sexta-feira, 13 de novembro de 2015

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM INSTITUTION!


Leitores queridos que curte um som mais pesado e insano, tudo bem? 
Eu conheci a banda Institution através de indicação, que por sinal é uma indicação melhor que a outra, e assim que me indicaram já publiquei uma matéria sobre o clipe da banda lá na minha coluna no showlivre.
E hoje tenho a honra de receber a banda aqui no meu site. Formado em 2013 e com o EP "Uncritical Receiver" na bagagem, a banda paulistana de hardcore Institution.
Quer saber mais novidades sobre a banda e a o novo trabalho deles? Confira agora: 


. Estamos preparados para abrir a roda aqui no blog. Felicidade ter a presença da banda Institution. Como foi o primeiro contato de cada integrante no mundo da música? Os familiares sempre apoiaram?
Fábio: O meu pai sempre tocou violão e sempre gostou muito de música, então desde cedo eu acabei pegando gosto. Mas logo já fui para o lado mais pesado da música e com 13 anos comecei a aprender a tocar guitarra, com 14 formei a primeira banda e com 15 já estava fazendo shows pela minha cidade natal, que é Santos. Como meus pais sempre viram que eu só tive experiências positivas com a música, eles sempre apoiaram e continuam apoiando até hoje.
Rodolfo: Eu toco guitarra e baixo desde os 13 anos, desde então sempre tive banda e envolvimento musical, minha primeira guitarra eu ganhei da minha mãe.
Rodrigo: Tento ser um bom baterista desde os 12 anos de idade. Foi quando ouvi 3 músicas cruciais para o despertar baterístico em uma coletânea feita em fita cassete, são elas: Territory (Sepultura), One (Metallica) e Raining Blood (Slayer). A partir disso, estou tentando ser cada dia melhor naquilo que me faz bem. A família começou a aceitar quando larguei o trabalho pra arriscar tudo na música e, mesmo assim não sou bem visto pela maioria como exemplo de “trabalhador bem sucedido”.
Felipe: Sempre fui incentivado a viver o universo musical, venho de uma família de muitos músicos, compositores... O problema foi explicar o tipo de som que eu passei a curtir, no caso o hardcore/punk, pela simplicidade e agressividade do som. Para quem não está habituado pode ser algo difícil de assimilar.
Hélio: Não sei dizer ao certo quando foi o primeiro contato, pois a música sempre foi presente em minha vida. Recordo-me de minha mãe ouvindo Queen quando eu era pequeno, mas penso que a música tornou-se um fator importante próximo aos 10 anos, quando comecei a ouvir Iron Maiden e depois Alice In Chains, Nirvana etc.

. Vocês são fechados no mundo do hardcore ou gostam de ouvir outros gêneros musicais?  Qual som inspira vocês (não vale falar metal ou hardcore, rs)?
Rodolfo: A maioria das coisas que eu escuto estão ligadas de alguma forma ao Hardcore/punk/metal, mas eu escuto tambem muita coisa dentro do rock, desde rock progressivo, clássicos, hardrock etc.  Sempre curti um pouco de Rap também, principalmente os clássicos dos anos 80/90.
Hélio: No fundo, todo veículo de comunicação artístico me inspira, independente de gêneros.  
Fábio: Eu gosto de muitas bandas alternativas e grunge dos anos 90, hard rock dos anos 80 e muitas músicas pop dos anos 90 e 80. Mas pra nos inspirar pro Institution, acho que só hardcore e metal mesmo. hahaha
Felipe: Hoje é difícil eu ouvir algo dentro do que se denomina "hardcore". Diria que praticamente só ouço bandas de metal e suas vertentes... Mas com relação a outros estilos musicais acabo passeando por muitos estilos. Curto bastante alguns cantores do country americano, como Willie Nelson, Waylon Jennings, Merle Haggard, entre outros. Além de curtir muito algumas bandas do cenário pop rock, post punk e alternativo dos anos 80, de Depeche Mode,  Tears For Fears e Joy Division, a Cindy Lauper.
Rodrigo: Escuto muitos estilos diferentes. Por trabalhar com música em geral, escuto muitos tipos de sons diferentes. Jazz, fusion, soulmusic e hip hop, por exemplo, me ajudam a criar batidas e grooves pois são muito explorados por quem os cria.

. Curiosidade, por que o nome Institution?
Hélio: O nome foi sugerido pelo nosso antigo baterista Paulo. Procurávamos um nome forte, que tivesse apenas uma palavra e que soasse como as bandas que nos inspiram: Indecision, Unbroken, Snapcase etc.

. Eu já fui a alguns shows do mesmo gênero musical, e atualmente a galera não abre mais roda ou algo do tipo. Vocês curtem participar?
Fábio: Eu curto participar sim! Se uma banda que eu gosto muito está tocando, com certeza estarei lá no meio. Essa é uma das partes mais legais de ir em shows!
Rodrigo: Nunca fui de entrar na roda e agitar com a galera. Mas é muito bom ver a galera agitando nos nossos sons! A banda corresponde no palco, cada um do jeito que consegue. hahaha
Rodolfo: Eu acredito que as pessoas principalmente em show de hardcore, metal ou punk, elas se expressem conforme está rolando a vibe do show e da banda, cada um de sua forma, mas essa troca de energia que rola entre banda e público independente se está rolando uma roda, stage dive, circle pit, mosh etc... é que faz a diferença para um show ser bom.
Felipe: Quando eu era mais novo achava legal aquela "rodação de braço" toda. Hoje eu já acho estranho, e não consigo me imaginar ali no meio. Virei um admirador do som, e só observo. Na verdade, sinto que essa agitação dentro de uma "roda" acabou descambando pra um lado muito violento, o que eu não acho muito positivo, porque acaba excluindo algumas pessoas (principalmente as meninas) de participarem daquele momento, que deveria ser de interação entre público e banda.

. A banda foi formada em 2013 e lançaram apenas um EP “Uncritical Receiver”. E agora em 2015 está preparado o lançamento do álbum “Desolation Times”. Na visão da banda, o que o novo álbum traz de novidade ou diferença do primeiro trabalho da banda em 2013?
Hélio: Mudamos de formação no começo das composições do disco e apesar de achar que já estávamos seguindo o caminho daquilo que se tornou o disco, a entrada do Rodrigo na banda tornou o caminho mais dinâmico e concreto. Ao meu ver o Desolation Times é mais intenso e agressivo que o Uncritical Receiver, acho que com ele fortalecemos mais a identidade da banda.
Felipe: Vai ser um disco muito pesado, denso e com uma sonoridade bem mais pro metal do que pro hardcore. São 10 sons muito intensos e pesados. A produção das músicas também foi algo muito bem construída, e todo mundo conseguiu colocar um pouco da própria cara nos sons. O processo de gravação também foi muito importante e diferente com relação ao EP, pois tivemos a oportunidade de fazermos exatamente o que queríamos, gravamos tudo do jeito que desejávamos, além da mixagem ter sido feita por um cara (Taylor Young) que faz trabalhos muito bons com bandas que curtimos bastante.
Rodrigo: Eu sou uma das novidades! Hahaha. Tem um amadurecimento como banda no geral. Musicalmente as músicas estão mais agressivas e mais “metal” que o EP de 2013. Com isso, além do público hardcore, alguns metaleiros estão aceitando bem o clipe da Panopticon.
Rodolfo: O “Desolation Times” é um álbum mais maduro, pesado, agressivo, muita mais trabalhado e bem feito, mas tudo isso é a evolução do “Uncritical Receiver” pois tudo o que aprendemos e conquistamos com ele, seja na estrada ou no estúdio, foram importantes para o desenvolvimento do novo disco.

. A banda bombou na internet com o videoclipe da música “Panopticon”, primeiro single do novo álbum. Como foi a gravação do clipe? 
Rodolfo: O clipe foi captado pela Camila Fontana, dirigido por ela e por mim, onde dividimos a função de edição do material. Ele foi feito de forma simples, direta e chamativa. Não temos verbas para clipes, então sempre precisamos trabalhar com a imaginação e tentar desempenhar da melhor forma possível. No caso da “Panopticon” juntamos projeções, a banda em ação e trabalhamos tudo nas cores vermelho e preto. Simples e chamativo.
Rodrigo: Foi cansativo, mas acarretou em um ótimo resultado.

. Como do a escolha do single do novo álbum? Por que a música “Panopticon” foi escolhida para virar clipe?
Rodolfo: A Panopticon foi escolhida por ser a música que representa bem o disco, ela é o meio termo de todo o material.
Hélio: Sim, acreditamos que de certa forma ela representa o disco como um todo, então ela nos pareceu uma boa opção para o primeiro single.

. Queremos saber mais sobre cada integrante da banda. O que atualmente você tem escutado na playlist? 
Rodrigo: Ultimamente na playlist tem: Harm’s Way – Rust; Racionais mc’s – Cores e Valores; Dying Fetus – Destroy the Opposition e Maroon – Endorsed by Hate.
Felipe: Eu tenho ouvido muito Mercyfulfate (Melissa), Carcass (HeartWork), Judas Priest (Killing Machine, Painkiller) e o Death, que nunca sai da minha playlist.
Fabio: Eu tenho escutado os novos discos do Iron Maiden e do Slayer, o novo do Terror, as músicas do disco novo do Twitching Tongues e recentemente também tenho ouvido bastante Expire, 108, Shelter, Harms Way, Code Orange, Bullet Bane e Cenizas.
Rodolfo: Ultimamente eu estou 8 ou 80, estou escutando muito o álbum novo do Krisiun o "forged in fury", o novo do Slayer “repentless" e ao mesmo tempo escutando uma banda de hardcore melódico dos anos 80 chamada Buffalo Tom.
Hélio: Tenho ouvido muito Turnover, Fugazi, Basement, Maguerbes novo, Deftones e Nails.

. Como vocês veêm o cenario musical atualmente?  Vocês acreditam que no mundo do hardcore existe parceria entre as bandas?
Fabio: Acho que principalmente dentro do rock em geral, estamos em um momento muito peculiar. Não tem nenhum “movimento” novo que tenha estourado, como o Grunge nos anos 90 ou o Emo nos anos 2000, e o rock está basicamente vivendo por conta própria no chamado underground. O que é até bom. Mas ao mesmo tempo, por não atingir mais um público tão grande e por ter muitas bandas, todo mundo tem que ralar mais pra conseguir as coisas. E tem até que abrir mão de certas posições que tinham no passado, permitindo que haja mais interação entre os diferentes sub-estilos de hardcore, que até pouco tempo, eram bem separados um do outro. Devido a isso tudo, acho que existe sim bastante parceria entre as bandas. Pelo menos na minha experiência, só tenho coisas postivas para falar e nunca tivemos problema com nenhuma banda nem nenhum caso de “mesquinharia” ou competição com relação a nada. 
Rodrigo: Vejo que existem muitas bandas e poucos espaços pra show. A parceria que mantém os shows em pé.
Rodolfo: Atualmente a música em geral está em baixa em relação a públicos em shows, vendas, etc. Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo acaba dividindo tudo, mas isso é uma fase, mesmo com todos os problemas ainda conseguimos fazer muita coisa que anos atrás não rolaria. As bandas precisam se adaptar as situações e continuar seus trabalhos. A cena hardcore sempre foi feita de parceria, qualquer show de hardcore tem no mínimo 4 bandas juntas fazendo acontecer, sempre terão pessoas somando em todas as cenas.

. Como tinha falando anteriomente, vocês chamaram muita atenção com novo clipe pela internet. Com vocês recebem as críticas do público, sejam positivas ou negativas?
Rodolfo: O clipe teve uma repercussão muito boa para a banda, muita gente comentando, divulgando, curtindo, deixou a espectativa do disco e isso foi bom. Eu particularmente não recebi criticas negativas. Talvez o público do Institution seja educado demais, eles preferem não comentar ao ser negativos hahahaha
Rodrigo: Acho que o clipe está com uma aceitação bem positiva.
Hélio: Até o momento, temos recebidos apenas respostas positivas, mas estamos sempre abertos a todo tipo de crítica. É sempre produtivo ter um retorno do seu trabalho sobre perspectivas diferentes, isso faz com que você analise o seu trabalho minuciosamente.

. Tô sabendo que já está se formado um fã club da banda. Como a banda lida com carinho do público? Qual a importancia dos fãs para vocês?
Hélio: Fã clube? Acho que você confundiu a banda ehehe. Acho muito importante a relação entre banda e público, não vejo ninguém como fã, não vejo nenhuma divisão entre nós e aqueles que gostam de nosso trabalho. E isso sempre foi algo que valorizei no hardcore, não deve haver diferença entre ambos, logo, a relação entre ambos é crucial.
Rodrigo: Não estou sabendo de fã clube, só se for um para o Hélinho, hahaha. Esperamos sempre dar o máximo de atenção pra quem vai até os shows nos prestigiar, pois sem eles o show não existe. Vejo um monte de amigos e pessoas queridas que reservam um espaço do seu tempo pra ouvir, ver e manter contato com a banda, não consigo ver eles como fãs.
Rodolfo: Tem uma galera que segue a banda e tal, e acabam virando nossos amigos, o apoio em qualquer trabalho é importante para que ele sempre seja evolutivo e bem feito. Sem a galera que curte a banda não somos nada, a importância deles é total.

. Entrevista está chegando ao fim. Queremos saber quais as proximas novidades da banda e agenda de show?
Hélio: O Desolation Times sai no final do mês de Outubro e com ele um novo ciclo começará. Já temos uma série de datas para os dois últimos meses do ano e algumas coisas em processo para o ano seguinte. O foco será tocarmos o máximo possível e em lugares onde não fomos ainda. 
Rodolfo: Estamos marcando os shows da tour do novo disco “Desolation Times” que tem sua estreia para esse próximo dia 25 no Espaço Som em São Paulo, a partir daí é estrada para divulgarmos esse novo trabalho que dará muitos frutos.

. Qual sonho da Institution?
Hélio: Acredito que ir sempre mais longe, ultrapassar nossos limites enquanto banda. 
Rodrigo: Existir até o final da vida de todos.

. Qual recado vocês deixam para os leitores e fãs banda? 
Rodolfo: Muito obrigado pela atenção e dizer que sem apoio, não existe zine, cena, blog, site, banda, show etc. Apoiem a cena da sua cidade, as bandas que vocês gostam, compareçam nos shows, o underground agradece. Muito obrigado a todos que apoiam o Institution e transformam a banda em algo cada vez mais forte. 
Rodrigo: Saia de casa, vá aos shows, monte uma banda.



Gostaram? O que acharam do som da banda? Deixe seus comentários!
Muito bom né? Fazia tempo que não ouvia algo tão insano  e bom nesse gênero musical, na minha opinião, ok?!

Bom, pra saber mais novidades e outras curiosidades, acesse agora:




Vejo amanhã vocês aqui? Espero que sim hein. Um beijo e abraço apertado @maahmusic

Nenhum comentário:

Postar um comentário