quinta-feira, 12 de novembro de 2015

ENTREVISTA COM PAULA CAVALCIUK!


Leitores curiosos (as),
Estão preparados para entrevista insana de hoje?  Pois é, teremos a presença da cantora e compositora Paula Cavalciuk, falando sobre sua carreira e outras curiosidades e novidades. Ficou curiosos (as) né? 

Confira agora entrevista exclusiva com a cantora Paula! 


. Honra gigantesca ter a presença da Paula Cavalciuk aqui no Maah Music. Você é a nova promessa da música nacional, como surgiu seu amor pela música?
Eita! Honra é minha. Muito obrigada pelo espaço!
Surgiu muito cedo. Minha primeira infância foi na região do médio Ribeira. Meu pai trabalhava nas hidrelétricas da CBA e vivíamos numa vila de funcionários no meio da mata atlântica. Não pegava rádio, mas tínhamos fitas cassetes e vinis do meu pai.
Os discos dos Beatles eram meus favoritos. Se eu estava feliz, botava um disco, se eu estava triste, eu fechava a porta e botava um disco. Quando íamos brincar dentro de casa, tinha sempre uma trilha sonora. Parece que tudo precisava de música.

. Como foi o primeiro contato com a música?
Minha mãe sempre cantou. Tinha uma voz linda!
Enquanto ela realizava as tarefas do lar, cantarolava alguma coisa. Às vezes ela cantava em cima de uma música e abria mais uma voz, eu até parava de brincar para prestar atenção, porque era impressionante. Eu só pensava que se um dia conseguisse fazer aquilo, ia me sentir tão incrível quanto minha mãe.
Ela era uma cristã muito fervorosa, mas não só na teoria. Sua prática de amor ao próximo, de solidariedade, compreensão, foram as maiores lições que eu e meus irmãos pudemos aprender desde cedo. Ela construiu uma capela e nosso quintal, dava catequese e aos domingos, havia o culto, onde eu e minha irmã Lucile, cantávamos com ela. Posso dizer que comecei a cantar na igreja.
Minha mãe sempre sonhou em ser cantora e eu sinto que realizo o sonho dela e o meu, quando canto. <3 

. Paula você acabou o clipe maravilhoso da música “Maria Invisível”. Por que  essa música foi escolhida para ser single e clipe?
Senti o poder desta música, quando comecei a cantá-la ao vivo.
Existem várias músicas autorais em nosso repertório de show, mas a Maria Invisível tem uma mensagem potente, uma crítica e ao mesmo tempo, consegue ser agradável e até dançante.
Como um primeiro vídeo, uma primeira apresentação artística que nos mostra integrados como banda, senti que seria uma ótima escolha.  

. Falando ainda da música “Maria Invisível”. Qual mensagem você quer passa com a essa música? Algo em especial?
Eu gostaria que as pessoas se enxergassem umas nas outras. Mas não posso esperar que captem minha mensagem. Acho que o grande barato de fazer música está exatamente aí: você não tem controle nenhum sobre o que vão pensar de você e sua música. Isso é fascinante!
Apesar de ser uma música bem direta, as reações são diferentes. Teve gente que veio me abraçar emocionada, dizendo que a mãe é faxineira e que se identificou com a música. Teve gente que achou engraçada a “música da empregada”. A semente é uma, mas os frutos podem ser vários.

. Como foi o processo e surgiu a ideia do clipe da música “Maria Invisível”?
Precisávamos de um material áudio-visual para passarmos a existir na internet, então escolhemos a “Maria Invisível” por acreditar na força desta canção.
Apesar da amizade com todos os envolvidos, minha ideia era profissionalizar o processo, porque eu não ia tirar meus amigos talentosíssimos da casa num feriado, pra qualquer coisa, não! Ao mesmo tempo, trabalhar com amigos, e com cada um sabendo o que fazer, pode ser mais leve, do jeitinho que foi.
O Fabricio Vianna é um grande fotógrafo, que assina fotos maravilhosas de shows de grandes nomes que passam pelo Brasil. Ele fez captação de vídeo e iluminação.
O Daniel Bruson é um baita artista. Premiado até no exterior com clipes e curta-metragens de animação, o chamei pra compor a equipe de vídeo. Ele editou e finalizou, além disso, me ajudou a montar aquele cenário digno do Chaves rs.
Foi tudo gravado ao vivo no estúdio Mofo de Ouro, do Marcio Bertasso, um cara que sempre esteve envolvido na cena cultural da “cidade amarela”.
Natalia Carriel e Jessica Giancotti, que cuidaram do visual da banda, são mulheres que eu admiro e me espelho demais, pelo talento, envolvimento e o jeito com que encaminham seus trabalhos. Amo essas mulheres e pretendo fazer muitas coisas com elas, ainda. A Jéssica, atualmente, cuida da minha cabeleira leonina. ;)
O Tiago Giovani ficou monitorando o som, já que o Ítalo estaria tocando. Ele é um cara com um tremendo potencial, integrante de uma banda fantástica de Sorocaba, a Mariamadame. Ele também tem um estúdio onde produz muita coisa boa!
O Ítalo Ribeiro tocou bateria, produziu, mixou e finalizou o áudio do clipe, tb produziu o EP ”Mapeia”.
É até difícil falar do Ítalo, pois ele é um dos grandes responsáveis por eu ter tomado vergonha na cara pra mostrar minha música. Sempre me estimulou muito e abraçou o processo desde o início!
O Fabricio Masutti é outro cara que merece uma página só pra falar dele. No clipe, ele tocou baixo e nos bastidores, esteve envolvido em tudo, até levando a gopro pra filmarmos o making-of. Fabrício é muito ligado em tecnologia, tem vários projetos nessa área. Tem exposições de instalações suas em universidades no Brasil e até fora. Hoje, outro baixista nos acompanha, o querido Gustavo Machado, em função de nossos compromissos com a turnê, mas o Fabricio sempre terá um espaço muito especial, por ter contribuído tanto com este trabalho!
Vinícius Lima é aquele amigo irmão. Nos conhecemos há mais de 11 anos e desde sempre, cantamos juntos. Nos profissionalizamos pelos bares da vida e hoje, não tem como ser diferente, ele abrilhanta minhas músicas com sua habilidade e seu coração, já que nos comunicamos muito bem! <3

. O que me chamou atenção no seu trabalho é por ter vários tipos de instrumentos. Você gosta de fazer essa mistura? Qual instrumento você mais gosta do som?
O instrumento que mais gosto do som, é a gaita de fole, mas enquanto não tenho uma, arrisco um kazoo mesmo.
Em nosso show, incluímos alguns sons onde achamos que existem lacunas. Algumas ideias surgiram espontaneamente, durante ensaios, como a latinha de nescau em “Just Can’t Wait” (https://www.youtube.com/watch?v=NW1HPKHHgaA), ou o kazoo de “Maria Invisível”, ou o xequerê em “O Poderoso Café”.
Se bater uma brisa de incluir uns ruídos, a gente tenta.

. Ouvir seu disco novo e adorei todas as faixas. É um álbum que faz com que escutamos todo. Como foi o processo de gravação dele?
Este EP era pra ter sido lançado em abril deste ano, mas dois dias antes de mandarmos pra fábrica, nosso gatinho derrubou o computador e perdemos tudo!
Foi um processo de desapego e perseverança. Recuperamos o tesão e prosseguimos.
Gravamos muitas coisas em casa, como bateria, guitarras e baixos e tudo teve um resultado tão satisfatório, no que diz respeito a captação, graças ao feeling e ouvido do Ítalo. As vozes foram gravadas no estúdio Minduca, do Bruno Buarque e a única faixa gravada integralmente lá, foi “Inefable”.

. As letras foi o que me chamou mais atenção. Como foi o processo de composição? Você teve ajudar na hora de compor? O que te inspirar compor?
Cada música vem de um jeito.
Em “Mapeia” veio tudo junto: música, letra.
Já em “Maria Invisível” veio ideia da letra, depois música.
Com “Inefable” veio uma melodia que não se encaixava em nada em português. Pra não usar inglês como muleta, fugi pro espanhol.
“Antes de Nascer” foi tudo junto também, eu estava inspirada com minha amiga grávida e toda sua situação de dúvida e amor.
A inspiração é como uma comichão, quando eu sinto que “bateu” uma ideia boa, registro e deixo maturando um pouquinho. Se o comichão continua nos próximos dias, volto pra aquela canção e termino. Mas isso pode levar meses, até anos.

. Quais as suas influências musicais?
A adolescência foi uma fase e que eu tentei fugir das minhas raízes. Acho que todo mundo faz um pouco disso, principalmente nessa fase em que a autossuficiência bate à porta. Eu tinha receio de ser caipira e brega. Hoje me orgulho disso! Não que, os Beatles, por exemplo, não sejam influência direta, mas hoje consigo analisar muitas outras, e entender que cada uma teve seu papel na minha formação, como por exemplo, a moda de viola de Tião Carreiro e Pardinho, a guarânia paraguaia, que inspirou Cascatinha e Inhana, a canção rancheira mexicana, o tango, e até o grunge.
É tudo fruto do que ouvi e li, inclusive rótulos de produtos no banheiro rs.

. O que a música significa para você? Se você não fosse cantora e compositora o que seria? 
Me classificar profissionalmente como cantora/compositora é algo novo pra mim.
Eu seria qualquer coisa que me cativasse. Já trabalhei em funerária, escritório de contabilidade, caixa de lanchonete, controle de estoque de casa noturna, correios, comércio exterior.
Já fiz coisas que não me faziam me sentir tão plena, como a música faz, mas eu sempre tentei me motivar, pra levantar da cama e não ficar emburrada o dia todo. Tentava encontrar um ponto que me fizesse feliz em tudo o que eu envolvia. Por exemplo, na época em que trabalhei no atendimento nos Correios, eu atendia as pessoas como eu gostaria de ser atendida. Quando estava com uma graninha extra, em época de fim de ano, oferecia até uma bala, um bombom, para quem fosse gentil.

. Como você definir seu novo trabalho?
Prefiro não definir, mas antes que surja um rótulo besta, ou que me generalizem se baseando apenas na audição de uma faixa, eu acho que faço pop planetário. Isso porque tenho referências de músicas de vários países. Eu ouvia muita música mundial, graças ao meu pai. Sinto que em qualquer lugar do mundo, as pessoas sentirão a essência da música. Já fora do planeta, não tenho tanta certeza. Não quero ser pretensiosa. rs

. Do seu novo álbum qual música mais te representar?
Todas, em diferentes momentos. Sou uma mistura de todas elas e mais um pouco.

. Quais músicas você mais gosta de fazer covers? 
Depende do dia. Tem dia que quero cantar Etta James, noutros, Mauricio Pereira. Não imito ninguém, não imposto a voz demais. Canto do meu jeito.

. O que você acha do cenário musical atualmente? Você acredita que existe espaço para todos os gêneros musicais ou não?
Sim, sempre houve e hoje mais ainda, já que as pessoas têm a liberdade de procurar coisas com que se identifiquem, não se limitem apenas a ouvir o que toca na rádio.

. Entrevista quase no final. Conte as próximas novidades do seu trabalho? Podemos espera por clipe? 
Estamos caindo na estrada pra divulgar o “Mapeia”, então em novembro vamos pra Minas Gerais, Goiás e Brasília.
Fomos contemplados com edital do PROAC para gravação de disco. As gravações começam no primeiro tristestre de 2016 e o lançamento será para o segundo semestre.
E já estamos pensando no próximo clipe.

. Você já tem um público que acompanha seu trabalho. Como é o contato com seus fãs? Você usa muito as redes sociais? Acha importante ter esse contato com os fãs?
Tenho um público muito orgânico, formado dia a dia, pelos shows, pelo acesso que as pessoas têm ao meu trabalho. A divulgação, é feita, basicamente em redes sociais e é realmente importante. Mas eu gostaria de olhar mais nos olhos das pessoas. É legal marcar presença no evento, mas nada substitui a presença física. 

. Qual mensagem você deixa para os fãs e leitores do blog?
Busquem conhecimento. Brincadeira hahaha
Minha mensagem é: prefiram eventos físicos, a eventos virtuais. Nada ainda substitui o abraço e o encontro.

. Hoje você comanda o blog. Qual música você deixa para os leitores?
Uma música que não consigo parar de ouvir “What Brings me Down” da banda The Outs. <3

Então, dá o play para indicação da cantora! 



Gostaram? O que acharam da cantora Paula?  Deixe seus comentários!

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Amanhã espero vocês aqui novamente para curtimos mais música!
Beijo e abraço gigante,
@maahmusic

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