sábado, 27 de junho de 2015

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM VINI D’ÁVILLA


Olá, caros leitores musicais.
Tudo bem com vocês?
Hoje eu tenho mais uma novidade muito bacana para vocês. Recentemente tive uma noticia maravilhosa sobre o músico VINI D’ ÁVILLA. E é com muita alegria que anuncio agora uma entrevista exclusiva com ele.
Vinicius D’Ávilla, compositor, cantor, instrumentista e baiano. Começou sua carreira aos 17 anos tocando na noite em Natal, cidade onde morou por 10 anos. A vida profissional com a música e necessidade de crescer o levou a morar no Rio de Janeiro (2006 - 2009) sua curta estadia no Rio De Janeiro foi uma espécie de “estágio" para entender e se adaptar a vida em uma cidade grande. Em 2009 foi morar em São Paulo, ele queria mais, ele sempre quer mais. Passou por bandas de rock como Astronautas, VOWE e VInDA.
Em seu novo ciclo musical, Vini lançará “Céu arranhado cor de chão” - EP que possui 05 músicas. Escutando as músicas desse novo trabalho, ficou bem claro que o Vini queria sair da sua zona de conforto, nesse caso, o rock. Seria um desperdício para um artista tão inquieto e que compõe compulsivamente não se arriscar. Esse novo trabalho foi produzido pelo Renato Galozzi, participações de Eron Guarnieri (teclados e pianos), Lucas Lima (arranjos de cordas) e Guga Machado (percussões).

Confira agora entrevista exclusiva com Vini e saiba as novidades e curiosidade do músico.


. Felicidade em recebê-lo novamente aqui no blog Vini D'Ávilla. Conheço seu trabalho faz um tempo. Você já teve banda e agora está com carreira solo. Na sua opinião, atualmente no cenário musical é melhor ter banda ou apostar em carreira solo?
Obrigado pelo espaço. Bom, eu não vejo esse projeto apenas como uma carreira solo e sim como uma continuação do meu trabalho como músico e compositor, mas não me importo quando falam sobre carreira rolo, pode até ser legal pois dividirá esse trabalho dos outros que fiz e faço. Eu acho que o mais importante e o melhor é apostar no que você ama, no meu caso eu sempre apostei em mim, juntamente com as pessoas que acreditam no meu trabalho. 

. Você começou sua carreira aos 17 anos. O que mudou de lá pra cá? Qual o momento mais inesquecível da sua carreira até hoje?
Muita coisa muda o tempo todo. Acho que de lá pra cá eu aprendi a ser um cara mais paciente em relação a resultados que a gente sempre espera de um trabalho. Me vejo um cara mais sereno, mesmo sendo pilhado toda hora, mas essa pilhação nada mais é que amor pelo que faço.  Momento inesquecível? São muitos, mas o que veio agora de primeira foi o dia em que aconteceu as gravações de cordas desse novo trabalho. Foi um belo dia,  só gente fera participando.

. Você começou tocando nas noites de Natal, depois foi para o Rio de Janeiro e hoje morar aqui em São Paulo. Em cada cidade que você passou, o que você aprendeu musicalmente falando? O que faz você ter saudades dessas cidades?
São 3 cidades bem diferentes uma das outras em todos os sentidos. Natal foi meu berço na música, foi onde eu aprendi a tocar, foi onde eu tive minhas primeiras bandas de rock, foi onde tudo começou. Minha ida para o RJ foi uma necessidade profissional, as circunstancias da época me fizeram ir para o RJ e foram 3 anos muito importantes na minha vida, minha primeira real tentativa como músico. São Paulo foi a minha segunda tentativa, não que no RJ não tenha dado certo, mas depois daqueles 3 anos(vivendo no RJ) eu senti a necessidade de crescer mais e aqui estou há 6 anos. Foi impressionante como SP mudou a minha vida profissional para melhor, existe uma diversidade cultural muito grande, músicos de todo o país vivem por aqui e com certeza isso mudou e ainda muda minha forma de escrever e tocar. Existe uma certa vigilância extrema de tentar se superar, existe uma preocupação constante de não ser engolido por essa cidade enorme, essa é a graça e isso que me faz buscar a evolução e reconhecimento. Sem falar que eu amo SP, mesmo sendo essa cidade caótica, aqui me sinto livre.
Tenho saudade de ambas as cidades, mas minha relação com Natal é mais especial, pois minha família mora lá, então sinto saudade da cidade todos os dias.

. Vini você já fez partes de bandas bem conceituadas no cenário brasileiro. Na sua opinião o que cada uma delas tinha em especial?
Sou um felizardo em ter tocado em todas as bandas que toquei, seja por um longo ou curto período. O que tinha de especial? As pessoas, nunca dividi palco com alguém que não curto e isso é uma benção.

. Você lançará em breve o seu novo trabalho “Céu arranhado cor de chão”. Como surgiu o nome do EP? O que podemos esperar das suas composições?
 “Céu Arranhado Cor De Chão” é um trecho da letra do single “Sampa Fé”, música que fala sobre a rotina e cotidiano do paulistano. Queria deixar claro que nesse EP eu tento falar um pouco sobre minha relação com a cidade de São Paulo e nada melhor que um trecho da letra de uma música que fala sobre a cidade.

. Quais foram as fortes influencias do seu novo EP?
Quando eu comecei esse projeto eu estava escutando TODA a discografia do Gilberto Gil, brincando de tirar algumas músicas do João Gilberto e tinha tardiamente acabado de descobrir o Physical Graffiti do Led Zeppelin. Acho que rolou um barato na época e tudo se misturou com as outras influências que levo comigo desde sempre.

. Dos outros trabalhos que você já fez. O que esse novo EP trás de diferente? Como você definir a sonoridade dele?
É um disco que tem como base os instrumentos acústicos, em momento algum cogitei a possibilidade de usar guitarra e bateria, então a concepção dele foi bem direta e natural. É um disco leve, acho que consegui sai da minha zona de conforto que é o rock e tentei arriscar mais levando as músicas para uma outra direção. Não me arrisco a dizer que é um disco de MPB como já ouvi por ai,  posso estar entre os dois gêneros.

. Eu te conheci atrás do rock e ouvindo o seu novo EP reparei que vêm com uma sonoridade diferente. Por que essa mudança? 
Todo artista tem a obrigação de se renovar, se reinventar. Essa mudança só é vista com bom olhos, pelo menos da minha parte, quando isso acontece de uma forma natural, não forçada.  Acredito que essa renovação e mudança ocorreu quando me deram oportunidade de ousar e claro, trabalhar com pessoas competentes como o produtor do disco, Renato Galozzi, ele tem uma grande parcela nisso tudo.

. São 5 composições com letras que passa muita emoção. Como foi o processo de composição?
Eu tinha 30 músicas e só podia escolher 5, foi rolando uma peneira até sobrarem 10 e no final escolhemos essas 5. Escolhi as músicas que tinham um contexto entre elas, elas se completam, elas falam sobre saudade e como é viver em uma cidade grande.
Comecei a pré-produção no estúdio do Renato, cheguei com as DEMOS que faço em casa e a partir dai o ele foi dando essa cara maravilhosa que as músicas ficaram.

. Você está preste para lança o novo clipe do single “Sampa Fé”. Poderia falar um pouco mais sobre essa música? Por que essa música foi escolhida para ser o primeiro clipe?
Música que divido a parceria com o Jão Saraiva. Música forte, refrão mais forte ainda e arranjo de cordas maravilhoso do Lucas Lima. É uma música bem direta que fala basicamente sobre as pessoas que saem da sua cidade para tentar a vida em São Paulo, o princípio básico da composição dela foi esse. Mas depois de pronta nós vimos que ela não passa uma mensagem só pra quem é de fora e sim para TODOS que vivem na cidade. Para entender SP é preciso viver em SP.  Talvez não seja a música mais forte do EP, mas sem dúvida ela é bem mais fácil de ser digerida e compreendida, por essas razões escolhemos como primeiro single e clipe. O clipe foi dirigido pelo Kauê Mazon.

. O que te inspira para compor?  Do seu novo EP qual a canção mais especial pra você? Por quê?
Minha vida, meus amigos e minha família. Tenho sorte por ter o privilégio e o dom de compor, então me vejo na obrigação de escrever sempre sobre coisas positivas e construtivas, como se fosse uma gratidão ao Universo.  Sampa Fé, porque sempre canto o refrão dela mentalmente quando algo não da certo. SAMPA COBRA A MINHA FÉ, BATE NA CARA AINDA ESTOU DE PÉ.

. Queremos saber mais sobre você Vini. Quais as 6 bandas/músicos que vocês tem escutado mais e indica para galera?
Ultimamente muito Medulla, Supercombo, Far From Alaska, Maguerbes, Glen Hansard e The Civil Wars.

. Qual seu sonho como músico?
Continuar…

. Como você lida com carinho do público? Qual sua rede social favorita e que você mais gosta de conversar com os seus fãs?
Parte essencial, faço música para mim e para eles, ninguém é feliz sozinho e muito menos um artista. Uso Facebook e instagram, estou sempre por lá /vinidavilla. Procuro responder tudo que chega e tento dar no mínimo a mesma atenção que recebo.

. Entrevista quase no final. Quais as próximas novidades e agenda de show?
Divulgar esse EP, fazer com que ele consiga andar sozinho por um bom tempo e fazer sentido para muita gente. Esse ano ainda deve rolar algo novo da VInDA e no segundo semestre começo com os shows desse novo projeto.

. Qual mensagem você deixa para os fã e leitores do blog?
Um abraço a todos, nós vemos por ai e no meu site onde todos podem conhecer mais esse meu novo trabalho, www.vinidavilla.com.br Obrigado a você do blog pelo respeito, perguntas e por ter escutado o EP.

. Hoje você comanda o blog. Qual música você deixa para os leitores?
Supercombo – Menino

Ouça a dica do músico agora, dá o play:



Gostaram? O que vocês acharam da entrevista?  Deixe seus comentários.

Eu quero deixar meu agradecimento ao músico pela oportunidade de estar fazendo essa entrevista: obrigada! Eu sei que o pessoal do meu blog gosta de  música, então eu vou deixar uma dica para vocês que querem saber mais sobre o cantor: acessem:


Agora vamos parar de blá, blá, blá e curtir o novo clipe do VINI D’ ÁVILLA? Dá o play!



Amanhã tem mais música aqui no blog. Fiquem ligados que tem muitas novidades e lançamento!
Beijo da fofa, 
@maahmusic

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