Querido leitor movido á música,
Bom, hoje irei abrir meu coração aqui no
Blog. Pois é, estou apaixonada sim, mas não é por um certo alguém, mais sim por
uma voz que vem me deixando cada vez mais feliz, algo fora do comum. Sério,
gente. Diante de tantas músicas e bandas que já ouvi, estou tontamente viciada
na música do jovem Aloizio.
E estou muito feliz pela oportunidade que tive de
conversa com o músico e conhecer um pouco mais sobre o trabalho dele, e essa
conversar você conferir agora aqui no blog. Vem se apaixonar pela arte do
músico Aloizio.


. É uma grande honra sua participação aqui no
blog. Aloizio como foi seu primeiro contato com a música? 
Prazer é todo meu! Cresci escutando meus pais tocando violão em casa e
meu avô foi um grande compositor e palhaço do Brasil. Foi tudo muito natural e
em casa. Mas minha primeira grande descoberta foi o Michael Jackson, eu imitava
ele para a família e os vizinhos assistirem. 

. O que fez e faz você ser apaixonado
pela música? 

Música
muda as pessoas, né? Pra quem toca e pra quem escuta é sempre uma experiência
de concentração diferente e acho que percebi isso cedo. Música sempre tocou 24
horas por dia na minha casa e como compositor foi a forma que achei de me
comunicar com muitas pessoas ao mesmo tempo. 

. Qual rótulo você colocaria no seu
primeiro álbum de trabalho? 
É um trabalho cru, nú e humano.

. Como foram as outras experiências
musicais antes do lançamento do seu primeiro trabalho solo? 
Foram quase 8 anos de estrada com o Lafusa viajando o Brasil
por todos os cantos e todos os festivais.
 Todo esse caminho
construiu minha formação como artista e musical. Esse novo trabalho é o
resultado do que vem depois de tudo isso.

. Seu primeiro trabalho solo foi gravado
em três cidades totalmente diferente. Poderia descrever musicalmente o que essa
cidade agregou no seu álbum? 

Cada cidade trouxe diferentes pessoas e diferentes processos, isso
enriqueceu muito o trabalho! Novas visões em cada passo abriram meus olhos para
tudo!
 E como a indústria
da música nos EUA é bem diferente da nossa, eu aprendi muito por lá.
 Mas o principal foi
compartilhar o trabalho com diferentes pessoas.
 Aqui no Brasil eu
tinha meus amigos Pedro Broggini (baixo), Samyr Aissami (bateria) e Felipe
Fernandes (produtor, guitarra e piano) tocando comigo. Nos EUA foi tudo uma
surpresa.

. O que você achou musicalmente falando
de Rio de Janeiro, Los Angeles e Nova Iorque? 
Os estúdios que eu gravei no Rio, registraram os últimos trabalhos do
Caetano, Gal, Gil, Baleia, Do Amor…e muitos outros artistas fantásticos
. O dia a dia com o Felipe e pessoal que
constrói estes álbuns foi maravilhoso. O processo musical é muito realista, de fazer
algo mais cru, com arranjos que podem ser bem executados ao vivo e isso foi
fundamental na construção do trabalho.
Em Los Angeles eu gravei as vozes no estúdio onde aconteceu a última
sessão dos Beatles, onde já gravou Michael Jackson, Stevie Wonder, Guns n
Roses, Beyonce, Jay Z…coisa de maluco. A vibe era de uma disneylândia
musical, e lá, graças ao Henrique Andrade que me gravou, eu tive oportunidade de
me sentir um artista de verdade, com tudo o que se tem direito num grande
estúdio. 
Em Nova Iorque eu gravei
percussões, efeitos e os metais com o grande músico brasileiro Zé Luis. Um cara
que participou de todo o movimento musical brasileiro dos anos 80/90. Gravou em
tudo do Cazuza, Lobão, Gil, Caetano e até o solo de sax em Menina Veneno é
dele. Foram as melhores aulas de música que eu já tive na vida. Inesquecível.

. Qual sua opinião sobre o novo cenário
musical? E fora do Brasil, como é o cenário

musical?

A música tá fervilhando! Toda semana eu recebo mensagem com uma nova
banda surgindo, um disco novo sendo lançado ou um clipe massa pra ver. Estão
surgindo mais espaços e agora é conseguir conquistar o público e manter este
ciclo ativo. Fora do Brasil é muito bem definido as ”cenas”, tem muitos
espaços, mas as dificuldades são as mesmas. O importante é fazer um bom
trabalho e tocar muito.

. Como você definir seu novo álbum? 
Esquina do Mundo é o resultado dos últimos três anos da minha vida. O
menino de Brasília que vai tentar a vida em São Paulo
 e se perde na
cidade grande. E depois resolve se perder nesse mundo grande.
 É um disco sobre se
perder pra se encontrar.

. Como foi o processo de composição de
cada música? O que te  inspirou na hora de compor? 
As mudanças, as diferenças e tudo o que São Paulo mudou em mim acho que é
tema recorrente no álbum. ‘Mudado’ fala sobre isso de forma bem explicita.
‘Baile das Ondas’ já fala sobre meu reencontro com o mundo espiritual, enquanto
‘Coleção’
 é uma constatação sobre o que a vida tem de bom e de ruim. ‘Dorme a
Cidade’ é meu hino sobre São Paulo. ‘Perfeição’ é sobre ver Brasília de fora.
‘Pode Vir’ é sobre ter coragem de amar (de novo). ‘Me Movo’, ‘Barco Vazio’ e ‘O
Mito do Herói’ foram uma tríade sobre ”a dor e a delícia de ser o que é”.
‘Versos do Acaso no Infinito do Verão’ é muito amor. Só amor.

. Como foi pra você fazer uma nova
roupagem com duas canções do seu novo álbum?
As duas músicas amadureceram com o show e ganharam uma roupagem mais real
e menos eletrônica. ‘Me Movo’ chegou onde devia chegar! 

. O álbum estará á venda em shows como
Cd e fita k7. Por que em fita K7? 
Isso! Tem coisa mais charmosa que ouvir uma fitinha K7? haha eu gosto. E gosto do processo
analógico da música,

. Quais as principais influencias do seu
álbum?
As duas grandes influências foram St Vincent (Annie Clark) e Caetano
Veloso. Mas tem pitadinhas de Jack White, Fiona Apple, D’Angelo, Anna Calvi,
Novos Baianos e Arcade Fire.

. Conheci seu trabalho em sites de
alguns amigos. Estão todos falando bem e tendo apenas comentários positivo.
Você esperava essa repercussão? Como você lida com as críticas positivas e
negativas? 
Na época do Lafusa eu era terrível com críticas. Demorei pra aprender a
lidar com isso, mas hoje eu acho sempre construtivo e já aprendi que não dá pra
agradar todo mundo. Eu estou muito feliz que as pessoas estão gostando.
Principalmente o pessoal que trabalha com música, que entende da coisa, está
curtindo bastante. =) Foi feito com muito carinho.

. O que podemos esperar dos seus shows? 
Já fizemos três shows de lançamento e todos tiveram uma energia muito
forte. Uma conexão da plateia com o que está sendo falado. Emoção é a palavra
chave.

. Entrevista quase no final. Quais as
próximas novidades, lançamento e agenda de show?

Estamos preparando o primeiro clipe pra lançar julho/agosto e já temos
shows agendados em Brasília (6 de junho), São Paulo (18 de junho) e Rio (7 de
agosto)
.

. Qual mensagem você deixa para os fãs e
leitores do blog?
Queria deixar um grande abraço e pedir que todo mundo que gosta de música
se esforce pra manter a cena musical independente ativa. Quanto mais o público
estiver ativo, mais shows, mais eventos e muito mais música pra fazer desse
mundo um lugar melhor. Espero vocês no palco comigo.

. Hoje você comanda o blog. Qual música
você deixa para os leitores? 

Deixo minha música preferida do disco:



Gostaram? O que vocês acharam da música preferida do
cantor? Deixe seus comentários!
Declaro meu amor pelo álbum do músico e por ele de certa
forma. Que músicas lindas… Prometo não chorar de emoção quando for ao seu
show, mais também prometo cantar todas as músicas! 

Bom, leitores musicais. Ficou fã dele? Então, acesse e
acompanhe o trabalho do músico:

Vamos
terminar o post com música e dançando? Adoro a música “Mudado”. Dá o
play! 

Eu
fico por aqui. Amanhã tem muito mais para vocês, então fiquem ligados no Maah
Music!
Beijo,

@maahmusic

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