sábado, 28 de março de 2015

Entrevista exclusiva com Daniel Siwek.


Oi, queridos leitores.
Tudo bem com vocês?

Hoje eu tenho mais uma novidade muito bacana para vocês. Recentemente tivemos a presença do músico Daniel Siwek aqui no blog, e recebi alguns e-mails perdido entrevista com o cantor. E é com muita alegria que anuncio agora uma entrevista exclusiva com ele. Confira agora as novidades e curiosidade do músico.



Além de músico você é ator. Você se considera um artista completo? O que é mais difícil no Brasil: ser ator ou músico? Como você descobriu o amor pela música?
Pra mim não existe um artista “completo”, assim como não existe uma relação perfeita. O termo “completo” nesse contexto traz consigo o significado de algo acabado e não acho que isso se encaixe na verdadeira arte. O verdadeiro artista deve ir pelo caminho oposto, sempre buscando aprender novas artes, novos meios, novos caminhos de criação, explorando sempre a sua subjetividade e o mundo ao seu redor.
Infelizmente no Brasil o sistema educacional enxerga a arte-educação como uma atividade, mas não como uma disciplina. A apreciação artística e histórica simplesmente não existe para 99% da população. É difícil ser artista nesse país, seja para um ator, seja para um músico, seja para qualquer pessoa que acredite que a arte é o verdadeiro transmissor dos reais valores estéticos e culturais de uma sociedade. O Brasil não tem interesse nisso. A arte esta sempre em segundo plano no nosso país.
Acho que não descobri o amor pela música, mas já nasci com ele. Desde sempre a música faz parte da minha vida. Vida e música pra mim são sinônimos.

A primeira vez que tive contanto com seu trabalho, de imediato, me impressionou a sonoridade e o poético das letras. Como você descreve o seu trabalho para os que ainda não o conhecem?
É basicamente focado na simplicidade e na organicidade dos instrumentos acústicos. Tenho dificuldade em descrever ou rotular meu próprio trabalho. O que realmente me interessa não é muito a teoria ou academicidade da coisa, mas sim a experiência sonora que o ouvinte tem do meu trabalho. E isso é muito subjetivo, cada um tem a sua. Deixo essa descrição livre então.

Como disse na perguntar anterior, o que me chamou atenção em seu trabalho foi a sonoridade e as suas composições. Como foi a escolha das canções para o primeiro álbum?
Eu não queria fazer um álbum acidental. Queria que ele tivesse um começo, meio e fim. Cada música tem uma razão de estar ali, inclusive na ordem de sequencia. Queria resgatar um pouco aquele sentimento que tínhamos no passado quando sentávamos e escutávamos um álbum inteiro, do começo ao fim. Não era uma questão dessa ou daquela música, mas o álbum todo. Entender o que aquilo tudo queria dizer. É como ler um livro.

No que você se inspira para compor?
Nesse trabalho a inspiração veio das minhas próprias experiências. Foi praticamente um processo de catarse e sublimação de coisas que eu vivi durante uma época da minha vida. Apesar de partir de experiências pessoais, eu busquei sentimentos que fazem parte da história de qualquer ser humano, por isso acho que é fácil se identificar com o que as músicas dizem.

Quais foram as influencias musical do seu álbum? Você acha que as influencias musicais podem tirar a exercia do musico na hora de compor?
Acho que se influências e referencias servem para balizar o trabalho, inclusive de composição, não acho que elas podem tirar nada. Ao contrário, agregam. Entendo que elas podem ser um problema quando viram um objeto de cópia, porque aí sim vão limitar o poder do artista encontrar o seu caminho de expressividade e o músico vira apenas uma cópia do outro, sem identidade própria. Nesse álbum minhas principais influências foram desde artistas como Bon Iver, City and Colour, Iron and Wine, Jose Gonzalez, William Fitzsimmons, Nick Drake, Elliott Smith até Alice in Chains, Pearl Jam, Dave Matthews e Peter Gabriel.

No seu Soundcloud é possível escutar o seu novo cd. Você acha que hoje a internet ajudar muito as bandas ou pode prejudicar devido aos downloads e outras facilidades?
Sem dúvida a internet veio para libertar os músicos da tirania das gravadoras. Isso é o seu maior mérito. Se antes músicos e bandas eram praticamente reféns das gravadoras e empresários, hoje elas podem criar estratégias de divulgação e marketing que antes eram impossíveis de se pensar. Mas o mercado esta em constante mudança junto com as novas tecnologias, então é um processo de constante adaptação para os dois lados.  
Qual cidade você gostaria muito de tocar?
Qualquer uma onde houvesse interesse das pessoas em me escutar...rs.

Seu álbum tem a presença forte de  instrumentos como piano, violoncelo e guitarra. Como foi o contato para fazer essas parcerias para o cd? Você acredita que a presença desses instrumentos faz seu trabalho ser diferente do que o publico está acostumado a ouvir?
Todos os músicos que tocaram comigo no disco são amigos pessoais e pessoas com as quais já havia trabalhado em outros projetos musicais. A primeira coisa foi convidar um a um para escutar as demos das músicas e ver se eles tinham interesse em participar do projeto. Foi um processo bem natural. Quanto aos instrumentos, eu encaro como uma receita culinária. Cada instrumento tem seu sabor específico, seu tempero. Não acho que meu trabalho seja diferente por trazer esses instrumentos. É simplesmente que o meu “bolo” traz esses ingredientes. Saboroso para alguns, não tanto para o paladar de outros.

Qual seu gosto musical? Se você tivesse oportunidade de dividir o palco com um ídolo ou um musico/ banda, quem seria?
Meu gosto musical vai de A a Z. Gosto de muita coisa diferente. Sou bem eclético, mas também tenho um outro lado...rs. Tem coisas que não gosto e ponto final. Se tivesse oportunidade de dividir o palco com alguém, certamente seria com algum dos artistas que citei lá em cima.

Entrevista está chegando ao fim. Quais as próximas novidades? Podemos esperar você em São Paulo? Qual agenda de show?
Já penso num próximo álbum, mas é uma coisa pra frente. Acho que o Entropy N1 tem chão ainda. No final do ano passado gravei o primeiro videoclipe, que foi da música “at the end”. Ele vai ser lançado nos próximos meses. Nesse momento estou morando no Rio e pretendo fazer um show por aqui. E claro, tocaria em São Paulo ou qualquer outra cidade havendo oportunidade. Tambem estou trilhando meu caminho como ator, então coisas nessa esfera podem vir a acontecer em breve. 

Qual a mensagem você deixa para os fãs e leitores do blog?
Que independentemente de estilo nossa busca seja sempre pela verdadeira música, de qualidade, feita por verdadeiros artistas. Que a música sempre nos ajude a ser pessoas melhores umas com as outras e com a gente mesmo. Que a música possa sempre embalar nossa vida e nossas amizades.

Antes de ir embora. Qual música você dedica para a galera?
Deixo uma minha que se chama “Despite What You Say”.
Dá o play moçada!! 


Gostaram? O que vocês acharam da entrevista?  Deixe seus comentários.
Eu quero deixar meu agradecimento ao músico Daniel pela oportunidade de estar fazendo essa entrevista: obrigada!

Eu sei que o pessoal do meu blog adora música, então eu vou deixar uma dica para vocês que querem saber mais sobre o cantor: acessem:


Amanhã tem mais música aqui no blog. Fiquem ligados que tem muitas novidades e lançamento!
Beijo da fofa, 
@maahmusic

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