sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Música no cinema 3/3.

Sim amiguinhos e amiguinhas, chegamos ao final da nossa trilogia sobre o melhor casamento desde Romeo e Julieta ( a sobremesa, não aquele açougue literário do senhor bardo), o casamento da música com o cinema!!

Quentin Tarantino

Depois de falar sobre a vida do casal e como alguns gênios trabalharam usando essa união maravilhosa é a vez de falar sobre um dos meus diretores favoritos (e de todo fanzoca poser de cinema) e de um dos caras que mais abusam desse recurso nos seus filmes: o senhor Tarantino.

Em 1992 o diretor fez sua estréia com um grande projeto e já estreou chutando bundas por aí com o seu incrível Cães de Aluguel, além da absurdamente fantástica cena inicial de café da manhã e de seu final de tirar o fôlego o filmes trás uma trila sonora eletrizante que faz o espectador mergulhar de cabeça no clima do filme:





A trilha total tem 30 min. e vale cada segundo de escutada, mas lógico, se ouvir vendo o filme será bem melhor.

Dois anos depois e um tapa na cara da sociedade

Em 1994 o diretor reuniu um elenco absurdo com estrelas e futuras estrelas em um filme icônico dos anos 90. Pulp Fiction é uma aula de cinema em todos os aspectos, das atuações aos figurinos e fotografia. Adicionado a isso o filme tem uma trilha sonora que virou referencia e até hoje é possível de se ouvir em festas por aí:



Essa trilha é repleta de músicas excelente, mas quando se fala em Pulp Fiction é impossível não se lembrar da dancinha entre Uma Thurman e John Travolta: 



Fim dos anos 90

Já com uma fama adquirida pelos seus trabalhos anteriores e com uma moral pra nenhum Martin Scorsese botar defeito, Tarantino trás o único filme que não é uma unanimidade entre seus fãs, Jackie Brown. Mas nem mesmo sem um roteiro tão empolgante o diretor não deixa de lado sua jukebox mágica e nos brinda com mais uma trilha incrível:



Novo milênio começa com a porrada comendo solta

Nos anos de 2003 e 2004 Quentin vem com tudo! Nesse biênio Kill Bill vol. 1 e vol. 2 nos trazem uma história única eletrizante e uma inundação de referências ao cinema de kung fu chinês. Desde o sangue espirrando em litros até a roupa da Beatrix Kiddo (personagem principal interpretada por Uma Thurman) que é uma referência direta ao filme Jogo da Morte da lenda Bruce Lee tudo remete ao cinema clássico chinês.  EEEEEEEE uma trilha sonora de arrepiar:

Vol.1



Vol.2



5 anos depois...
Depois de desconstruir a meta linguagem, depois de gerar uma discussão sobre massagem no pé e gorjeta, Tarantino resolve mexer na história da segunda guerra mundial e nos entrega um dos melhores filmes sobre o período, mesmo não sendo um filme com veracidade histórica. E......mais uma vez algo incrível aos ouvidos:

Quem viu o filme sabe das diversas cenas tensas nesse filme, como a cena da torta de limão. A trilha embala todas essas cena de maneira inacreditavelmente harmoniosa, uma viagem pra quem esta vendo o filme.

Nova onda do Western.

E em seu mais recente presente aos cinéfilos, o diretor retorna com um estilo de filme em que a muito não víamos algo com uma qualidade relevante, Django livre traz mais uma vez um elenco maravilhoso, uma história tensa e impactante, uma direção primorosa e........ uma trilha sonora animal:



Se você nunca viu os filmes dele vá correndo assistir, além de obras de arte incríveis, são viagens musicais muito pouco vistas em qualquer tipo de mídia. É um grande diretor que passa sua mensagem através de seus roteiros e de suas trilhas.

Bom pessoal, depois dessa trilogia sobre musica no cinema encerro aqui o assunto, maaaaaaaaaaaaaaaaaaaas pra quem gosta da sétima arte e quiser acompanhar mais sobre filmes lendo críticas, notícias e quer dicas excelente acesse o blog fightforthemovies.blogspot.com.br

Entrem lá e vamos discutir sobre filmes e tudo mais, grande abraço à todos!! 


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