Olá meus amigos, estou de volta para falar de uma
das maiores bandas que já passaram nesse mundão. Aliás, depois de um “clique”
que eu tive, descobri ser minha banda favorita de todos os tempos!

Recentemente eu tive aquela experiência na qual
todo fã de música experimenta, não importa o estilo da musical que gosta de
ouvir, que é voltar a ouvir uma de suas músicas favoritas depois de algum
tempo. Quando isso acontece é quase como se você tivesse tomado alguma droga
muito poderosa, pois a sensação de prazer é instantânea e faz você de fato
viajar. Semana passada eu voltei a ouvir Queen depois de alguns meses e, essa
sensação de redescobrimento da música me atingiu muito mais forte do que com qualquer
outra banda. Eu ouvi “Love of my life” e foi como se o universo musical fosse
reduzido naqueles únicos 3m 39s. E automaticamente eu pensei: “essa é a maior
obra musical que meus ouvidos já experimentaram!”

Paixão
acima de tudo. 

Vou propor um desafio:

Imagine que você faz parte de uma banda inglesa
de grande sucesso, mais de dez anos de estrada. Aí vem um produtor de filmes de
Hollywood e fala pra você que precisa fazer uma trilha sonora para um filme
adaptado de uma história em quadrinhos. Esse quadrinho tem um personagem
principal que é um americano, loiro, jogador de futebol americano e é um
super-herói interplanetário.
Nesse cenário, Aceitaria o projeto de vincular
sua imagem ao ideal de herói americano? Você conseguiria fazer uma boa música?
A possibilidade que esse projeto, tanto filme
quanto música, tinha de virar uma galhofa histórica era absurdamente grande.
Pois bem, não só o Queen pegou esse projeto como
também o guitarrista Brian May compôs uma música simples, mas que possui uma
energia espetacular contida nos sues acordes. Essa trilha conseguiu traduzir a
toda a história do personagem e ajudou o filme a se tornar um filme “Cult”
entre os fãs de ficção científica.
Eu credito esse mérito incrível da banda não
somente à sua qualidade técnica ímpar, mas, principalmente, à habilidade do
grupo colocar tanta paixão em todas as suas composições. Seja sobre um herói
dos quadrinhos:

Como também para falar de um amor perdido:

Ou até mesmo pra falar sobre um enorme desejo de
dar umas pedaladas numa magrela:

Sobre esse aspecto, creio que não exista nada
parecido em outra banda que eu já tenha visto. Todo esse carinho pelo próprio
trabalho começa com o vocalista Freddie Mercury, que era quase a personificação
de paixão nos palcos e em suas composições. A atitude do cantor, desde o começo
da carreira, demonstrava todo seu ímpeto e vontade de chegar ao topo. Tanto que
em um bar que costumava freqüentar com amigos e companheiros de banda, Mercury
chegou a dizer a seguinte frase: “Eu não serei um pop star, eu serei uma
lenda!”.

Muito além
de Beatles.

Não há qualquer dúvida de que os garotos de
Liverpool foram um marco na história musical e influenciaram e influenciam até
hoje milhares de bandas novas que queiram tocar rock ‘n roll. E no caso do
Queen não seria diferente. A banda tem muitas influencias do quarteto mágico
inglês. A mais notável dessas influencias é o coro nas músicas. Porém esse
recurso foi elevado ao máximo pelo Queen. Na música “Bohemian Rhapsody” esse
recurso foi apresentado em um grau nunca visto antes. Existem 180 tons vocais
diferentes gravados individualmente pelos quatro integrantes da banda e cada
gravação foi sobreposta a fim de dar o efeito final da música. Outro motivo pelo
qual o Queen se diferencia de seus conterrâneos é que a banda apresenta
diversos climas e estilos diferentes em diferentes músicas e em todos eles,
consegue atingir uma qualidade impressionante. Enquanto Lennon e companhia
tiveram duas fases bem definidas e bem distintas. Ambas as fases de extrema
qualidade, mas sem tanta diversificação musical. 

Por todos esses motivos, somado à qualidade
individual de cada integrante da banda o Queen virou, pra mim, o máximo que
alguém pode chegar musicalmente. Que a paixão que eles tiveram por suas músicas
se espalhe por mais bandas que estão por aí e pelas bandas que ainda surgirão.


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