quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Queen.

Olá meus amigos, estou de volta para falar de uma das maiores bandas que já passaram nesse mundão. Aliás, depois de um “clique” que eu tive, descobri ser minha banda favorita de todos os tempos!

Recentemente eu tive aquela experiência na qual todo fã de música experimenta, não importa o estilo da musical que gosta de ouvir, que é voltar a ouvir uma de suas músicas favoritas depois de algum tempo. Quando isso acontece é quase como se você tivesse tomado alguma droga muito poderosa, pois a sensação de prazer é instantânea e faz você de fato viajar. Semana passada eu voltei a ouvir Queen depois de alguns meses e, essa sensação de redescobrimento da música me atingiu muito mais forte do que com qualquer outra banda. Eu ouvi “Love of my life” e foi como se o universo musical fosse reduzido naqueles únicos 3m 39s. E automaticamente eu pensei: “essa é a maior obra musical que meus ouvidos já experimentaram!”

Paixão acima de tudo. 

Vou propor um desafio:

Imagine que você faz parte de uma banda inglesa de grande sucesso, mais de dez anos de estrada. Aí vem um produtor de filmes de Hollywood e fala pra você que precisa fazer uma trilha sonora para um filme adaptado de uma história em quadrinhos. Esse quadrinho tem um personagem principal que é um americano, loiro, jogador de futebol americano e é um super-herói interplanetário.
Nesse cenário, Aceitaria o projeto de vincular sua imagem ao ideal de herói americano? Você conseguiria fazer uma boa música?
A possibilidade que esse projeto, tanto filme quanto música, tinha de virar uma galhofa histórica era absurdamente grande.
Pois bem, não só o Queen pegou esse projeto como também o guitarrista Brian May compôs uma música simples, mas que possui uma energia espetacular contida nos sues acordes. Essa trilha conseguiu traduzir a toda a história do personagem e ajudou o filme a se tornar um filme “Cult” entre os fãs de ficção científica.
Eu credito esse mérito incrível da banda não somente à sua qualidade técnica ímpar, mas, principalmente, à habilidade do grupo colocar tanta paixão em todas as suas composições. Seja sobre um herói dos quadrinhos:



Como também para falar de um amor perdido:



Ou até mesmo pra falar sobre um enorme desejo de dar umas pedaladas numa magrela:



Sobre esse aspecto, creio que não exista nada parecido em outra banda que eu já tenha visto. Todo esse carinho pelo próprio trabalho começa com o vocalista Freddie Mercury, que era quase a personificação de paixão nos palcos e em suas composições. A atitude do cantor, desde o começo da carreira, demonstrava todo seu ímpeto e vontade de chegar ao topo. Tanto que em um bar que costumava freqüentar com amigos e companheiros de banda, Mercury chegou a dizer a seguinte frase: “Eu não serei um pop star, eu serei uma lenda!”.


Muito além de Beatles.

Não há qualquer dúvida de que os garotos de Liverpool foram um marco na história musical e influenciaram e influenciam até hoje milhares de bandas novas que queiram tocar rock ‘n roll. E no caso do Queen não seria diferente. A banda tem muitas influencias do quarteto mágico inglês. A mais notável dessas influencias é o coro nas músicas. Porém esse recurso foi elevado ao máximo pelo Queen. Na música “Bohemian Rhapsody” esse recurso foi apresentado em um grau nunca visto antes. Existem 180 tons vocais diferentes gravados individualmente pelos quatro integrantes da banda e cada gravação foi sobreposta a fim de dar o efeito final da música. Outro motivo pelo qual o Queen se diferencia de seus conterrâneos é que a banda apresenta diversos climas e estilos diferentes em diferentes músicas e em todos eles, consegue atingir uma qualidade impressionante. Enquanto Lennon e companhia tiveram duas fases bem definidas e bem distintas. Ambas as fases de extrema qualidade, mas sem tanta diversificação musical. 

Por todos esses motivos, somado à qualidade individual de cada integrante da banda o Queen virou, pra mim, o máximo que alguém pode chegar musicalmente. Que a paixão que eles tiveram por suas músicas se espalhe por mais bandas que estão por aí e pelas bandas que ainda surgirão.



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