quarta-feira, 10 de abril de 2013

Entrevista exclusiva com Banda Pousatigres




Olá, caros leitores musicais.
Tudo bem com vocês?

Hoje teremos uma entrevista com a banda Pousatigres aqui no Blog Maah Music, então vamos conferir com exclusividade. 


Estou feliz pela presença da banda Pousatigres. Contem: antes de vocês formarem a banda como era a vida de vocês? Vocês já tinham contato com o mundo de bandas?

Sim, todos na banda já se conheciam e estão no ramo musical há mais de10 anos, sendo que alguns já tocaram juntos em outras bandas do cenário independente paulistano. Algumas até relativamente conhecidas, outras que permanecem na obscuridade.

Como vocês formaram a banda?

O núcleo da banda surgiu com o Rodrigo, que tinha algumas composições que nunca se encaixaram em outros projetos e que ele gostaria de gravar. Logo, ele convidou a Bruna, que estava se aventurando como vocalista após muitos anos tocando guitarra. Eles ensaiaram algumas demos e partiram para o estúdio. A baixista Elke foi indicada por um amigo em comum, enquanto o batera Jobas e a guitarrista Elaine já haviam tocado em bandas diferentes com o Rodrigo e foram também convidados a participar.

. Porque o nome Pousatigres? Qual significado do nome?

O nome da banda foi sugestão da Elke. Estava muito difícil entrarmos em acordo sobre o nome, então, no meio de um brainstorm, foi o que todos gostaram. A ideia partiu do título de um conto surreal do escritor argentino Julio Cortázar. Não existe um motivo específico além da pura estética e sonoridade da palavra, que todos adoraram. Agora se tornou praxe entre a banda se referir aos ensaios e shows como "pousar os tigres".

. Como foi a escolha de ritmo? Vocês queriam ser diferente de outras bandas?

Não houve escolha de ritmo, as composições são o que são devido às nossas influências e vivências particulares. O primeiro EP foi mais baseado nas ideias que o Rodrigo já tinha desenvolvido, mas o próximo terá mais contribuições do grupo. Nenhuma banda quer ser igual à outra, mas nunca trabalhamos em nada apenas com a intenção de soarmos diferentes. Simplesmente fazemos as músicas que gostaríamos de ouvir.

. A formação da banda foi bem recente. Qual foi a dificuldade que vocês encontraram logo de cara?

Tudo ocorreu de forma tranquila. O Paulo Senoni, que produziu nosso EP, chegou a tocar guitarra por um tempinho até acertarmos com a Elaine e tivemos um batera que tocou em alguns ensaios, mas logo o Jobas entrou no esquema.

. Qual a visão de vocês sobre o cenário musical hoje de bandas independentes?

É um caminho muito difícil e que precisa valer a pena de alguma forma.
Todos os membros da banda já são calejados com as armadilhas do underground e não somos mais tão jovens, por isso não encaramos qualquer roubada. Queremos tocar para uma plateia que escute o que temos a dizer. Não estamos inseridos em uma cena, porque em São Paulo existe muita falsidade. Todos se referem ao trabalho coletivo, mas estão prontos para pisar em cima do outro na primeira oportunidade. Não estamos dizendo que você não deve dar a cara a tapa, porque isso faz parte do aprendizado da cena independente. Mas é preciso saber dosar e pesar, pois o que não falta por aí é gente que ganha a vida se aproveitando de quem só quer se divertir. Nós fazemos o que fazemos porque amamos a música e amamos tocar. Se a recompensa financeira acontecer, é excelente e muito bem-vinda, mas nossa satisfação pessoal vem em primeiro lugar.

. Qual mensagem vocês querem passar através da música de vocês?

A música precisa vir da alma. E precisa ser sincera. Nossa intenção é, primeiramente, expressar nossos sentimentos. Mas o objetivo final é que isso também possa mudar a vida de alguém, seja com acordes ou palavras. Se uma pessoa for tocada pelo nosso som, já valeu a pena.

. Fiquei sabendo que vocês têm gostos diferentes de músicas. Quais são
as influências musicais de cada um de vocês?

A Bruna tem a personalidade mais rockeira da banda, ouve bastante hard e
classic rock, mas também gosta de cantoras com timbres mais suaves. O Rodrigo ouve velharias do rock progressivo, do country-rock e também guitar bands dos anos 80 e 90. A Laine é fã de rock alternativo e hardcore, mas também ouve muito reggae de raiz e música clássica. A Elke é provavelmente a mais eclética da banda, ouve desde riot grrls e indie rock até MPB, enquanto o Jobas curte post-rock, rock nacional dos anos 80, lounges mântricos e maracatus intensos!

. Entrevista  no final, qual é a mensagem que vocês deixam para a galera do blog Maah Music?

Agradecemos o papo e a oportunidade de falar um pouco sobre a nossa história. Esperamos que tenham gostado da entrevista e que possamos nos ver nos shows


E vocês? Gostaram?
Então corram lá nos link da banda e fiquem por dentro de todas as novidades da banda.


Acessem:






E eu fico por aqui. Amanhã tem espaço showlivre.com muito especial.
Beijo,
@maahmusic
Revisão: Renan Oliveira
 

4 comentários:

  1. Adorei a entrevista, como sempre você traz bandas incríveis pra cá!

    http://ladiabolique.blogspot.com.br/

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  2. Legal ver uma banda que tenha garotas nela, e que não são vocalistas.

    Xx
    www.likeparadise.com.br

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  3. Adooorei a entrevista Maah!!
    Sucesso a banda ;)

    Beijos,

    lolaporlola.blogspot.com

    @stephanieparizi

    Ps: não deixem de participar do sorteio Victoria´s Secret que está no ar. Serão duas sortudas!!

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  4. QUE TOP! adorei

    Beijos!
    @esteffanifontes, do blog Aos Dezesseis Anos
    aosdezesseisanos.blogspot.com.br

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